sábado, 16 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pensamento Estratégico para Líderes de Hoje e Amanhã



Carlos Alberto Júlio, Cesar Romão, César Souza, Clóvis Tavares, Eugenio Mussak, Içami Tiba, João Roberto Gretz, Leila Navarro, Luiz Almeida Marins Filho, Marco Aurélio Ferreira Vianna, Reinaldo Polito e Waldez Luiz Ludwig. Com organização de Dulce Magalhães e prefácio de Max Gehringer.



Em um país em contínua mudança, e que alimenta imensas esperanças em relação a seu próprio futuro, torna-se indispensável a apresentação de idéias práticas que propiciem a realização mais concreta e completa possível de perspectivas e potenciais.



Qual é o nosso propósito na vida? Onde devemos mudar? Como gerenciar nosso dia-a-dia? Organizado pela educadora e pesquisadora Dulce Magalhães, Doutora em Planejamento de Carreira pela Columbia University (EUA) e Mestre em Comunicação Empresarial pela Universidade de Londres (Inglaterra), e prefaciado por Max Gehringer, Pensamento Estratégico para Líderes de Hoje e Amanhã reúne, em seus capítulos, reflexões e idéias de palestrantes renomados em diversas áreas, sobre as constantes mudanças que acontecem no mundo em plena transformação. Colaboram para o livro: Carlos Alberto Júlio, Cesar Romão, César Souza, Clóvis Tavares, Eugenio Mussak, Içami Tiba, João Roberto Gretz, Leila Navarro, Luiz Almeida Marins Filho, Marco Aurélio Ferreira Vianna, Reinaldo Polito e Waldez Luiz Ludwig.



Quando escutamos a palavra "estratégia", temos a impressão de que estamos em um ambiente de trabalho. Planejar, traçar metas, buscar soluções são ações que não estão ligadas apenas ao mundo empresarial. Pensar estrategicamente nos ajuda a organizar o cotidiano, refletir sobre o que fazer e não fazer, onde e o que podemos mudar, como devemos proceder em determinados assuntos em nossas vidas. Essa é a essência da obra Pensamento Estratégico para Líderes de Hoje e Amanhã: mostrar que tudo está interligado. Da mesma forma que precisamos nos atualizar no mundo corporativo, nossa vida pessoal também carece de mudanças e precisamos sempre repensar no modo como encarar um problema.



O livro Pensamento Estratégico para Líderes de Hoje e Amanhã fala sobre a flexibilidade necessária para promover sucesso em cenários imprevisíveis, que descartam métodos e planos na mesma velocidade em que a vida acontece, segundo a segundo.



A obra permite ao leitor caminhar entre os diversos cenários que permeiam nossa vida, de forma clara e, muitas vezes, com exemplos práticos. Apesar do título sugestivo para o mundo empresarial, Pensamento Estratégico para Líderes de Hoje e Amanhã é voltado para os diversos tipos de líderes, como explica César Souza em um dos capítulos que assina, Atitudes que fazem a diferença. Para o consultor, palestrante e escritor, existem dois tipos de líderes: os chamados líderes 5 estrelas, que conseguem exercer a liderança de forma coerente no escritório, em casa, na escola e na comunidade; e os líderes meia-boca, que defendem certos valores quando estão no trabalho e tem outras atitudes quando estão em situações do cotidiano.



Os autores acreditam que as experiências do campo profissional devem ser ampliadas e utilizadas também no ambiente pessoal. Segundo eles, no mundo corporativo é preciso pensar nas possibilidades e saber usar a criatividade. E essa metodologia deve ser aplicada no dia-a-dia do líder a fim de que este tenha êxito em todas as suas atividades.



O que diferencia este de outros livros é a oportunidade de navegar pelo tema da mudança através do olhar apurado de pensadores que estão entre os melhores palestrantes brasileiros. Cada um deles traz seu viés especial, compondo esse mosaico de pensamentos que amplia nossa visão e nos conduz, através do acúmulo de informação, à percepção expandida, para sermos capazes de encontrar caminhos próprios para os desafios de sempre.



A gralha-azul e o cedro-do-líbano

Usar a metáfora para entender situações rotineiras é uma das ferramentas bastante explorada ao longo do livro e que merece destaque. Eugenio Mussak, no primeiro capítulo, Reflexões sobre a relação do homem com seu futuro, cita a gralha-azul para explicar como se deve proceder sobre o futuro: "Trata-se de uma semeadora compulsiva e incansável, que dedica sua vida à proliferação da bela árvore. A explicação para tal comportamento é que a gralhinha possui duas características: preocupação com o futuro e má memória", explica Mussak. Trata-se de um diferencial já que os bichos possuem, apenas, a consciência do presente; diferentemente de nós que sabemos que o presente que nos encontramos tem conexões com um tempo que passou e com um tempo que virá.



O simbologia do cedro-do-líbano aparece nos capítulos A Economia do cedro e Regra de 3, escritos por Carlos Alberto Júlio, executivo, palestrante, professor e escritor. Conforme relata Júlio, a árvore vive por séculos e séculos, mas demora a crescer em seus primeiros anos de vida. "Nos próximos anos, os seres humanos e as empresas vão encaminhar-se para escolher entre a posição do caseiro queixoso - pelo fato da árvore demorar a crescer - e a do plantador de cedro. O plantador vai operacionalizar a Economia do Cedro; saberá produzir no longo prazo, em uma busca de paz e eternidade, e com respeito à natureza", conclui o autor. Ainda, Dulce Magalhães complementa "Em que lado da equação queremos estabelecer nossa realidade? Vamos plantar cedros ou reclamar da sua lentidão?".



Pensamento Estratégico para Líderes de Hoje e Amanhã traz um novo olhar sobre as questões que envolvem a liderança do mundo atual. Com temas variados, o leitor é convidado a pensar e refletir sobre mudanças históricas que criam o presente e também mudanças próximas a nossa realidade, como hábitos pessoais, familiares e no trabalho. Com o intuito de tornar a leitura cada vez mais fluente, o livro apresenta, a cada final de capítulo, uma breve síntese do que foi abordado, além de convidar o leitor a conhecer o tema que virá a seguir. De forma pragmática, esta obra apresenta conceitos que estimulam a aparição e o desenvolvimento das capacidades necessárias aos líderes de hoje e de amanhã.



A Integrare Editora, cuja proposta é a de ser uma empresa socialmente responsável e por acreditar que o papel das empresas vai além de pagar impostos e gerar empregos, destina um percentual do faturamento de todo lançamento para uma entidade não-governamental reconhecida. Assim, parte da venda do livro Pensamento Estratégico para Líderes de Hoje e Amanhã, destina-se à Associação Campus UNIPAZ Ilha de Santa Catarina - www.unipazsc.org - que tem por objetivos fundamentais atuar no pleno desenvolvimento do ser humano e na promoção de uma cultura de paz e de visão holística da realidade.

"Ampliar a consciência é a grande aventura humana, cujo caminho passa, necessariamente, pela educação. Nada poderia simbolizar melhor a experiência da educação do que um livro. É por isso que estamos felizes em compartilhar a aventura deste livro que ora chega às suas mãos".

Conselho Gestor

Campus UNIPAZ Ilha de Santa Catarina

www.unipazsc.org




segunda-feira, 11 de outubro de 2010


Dia da Criança: todo brinquedo pode ser educativo, dizem especialistas

Ligia Sanchez

Em São Paulo


Em meio a tanta oferta de modelos, preços e tipos de brinquedos, muitos pais se perguntam qual a melhor escolha para presentear seus filhos no Dia da Criança. O aspecto educativo ganha cada vez mais importância. Especialistas apontam, no entanto, que não são só os produtos classificados e vendidos com funções educativas que cumprem esta tarefa.

Conheça o museu de brinquedos da USP

“Todo brinquedo pode ser educativo, desde que a criança se envolva com o jogo e interaja com as relações simbólicas”, afirma Ana Marotto, coordenadora educacional do Colégio Equipe, de São Paulo. Considerando variadas habilidades e conteúdos que podem ser aprendidos com os brinquedos, ela diz que é importante diversificar as temáticas oferecidas às crianças.


Jogo de cozinha em madeira, dos anos 60, exposto em museu da USP

Aline Arruda/UOL

Outra sugestão de Ana é observar o que as crianças gostam. “É preciso conhecê-la e proporcionar os brinquedos que estejam de acordo com seus interesses”, explica. Segundo a educadora, dentro das preferências da criança também é possível enriquecer seu repertório: se um menino gosta muito de videogame, é possível oferecer jogos sobre diferentes conteúdos, por exemplo.

 
Ela também recomenda que se evite a compra de produtos da moda, que acabam jogados pela casa sem uso efetivo pelas crianças.

 
A professora Tizuko Morchida Kishimoto, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, concorda que qualquer brinquedo é educativo. "A criança pode explorar e aprender pelo tato, pelo movimento, cheiro, formas, cor, gosto". Assim, diz, quase todo objeto pode se tornar um brinquedo.


Museu

Tizuko é uma das responsáveis pelo Museu da Educação e do Brinquedo da Faculdade de Educação da USP, onde podem ser vistos objetos do universo infantil desde o início do século até os dias atuais, como bonecos, jogos de tabuleiro, de cartas e eletrônicos. O acervo com 197 peças em exposição também contém miniaturas de animais e utensílios indígenas, peças regionais e de diferentes países, como Japão, Sri Lanka, Croácia e Índia. Há ainda uma exposição de fotos da educação no Brasil no início do século XX.

 
Daniel Ferraz, coordenador do museu, explica que a proposta é romper com a ideia de que o brinquedo envolve só a parte lúdica. "Existem valores que são transmitidos e um entorno cultural no qual o brinquedo está inserido, em cada época e lugar."

 
Serviço

Museu da Educação e do Brinquedo da Faculdade de Educação da USP

Av. da Universidade, 308 - CEP 05508-040 - São Paulo - SP

 
Horário: segundas, quartas e sextas-feiras, das 13h30 às 16h30; terças e quintas-feiras. das 9h30 às 12h30

 
Informações e agendamento de grupos: (11) 3091 2352

 
Entrada gratuita

 
Leia mais

O brinquedo certo para cada fase das crianças

Ler histórias é a melhor forma de incentivar as crianças à leitura, diz especialista

Veja fotos do Museu da Educação e do Brinquedo da USP

Cursos grátis na área de informática

Teclado
A Escola Virtual, da Fundação Bradesco em parceria com várias empresas de TI oferece mais de 150 cursos totalmente on-line e semi-presenciais, e funciona em ambiente totalmente interativo.

Os cursos devidamente concluídos conferem aos usuários o direito à Certificados de Conclusão emitido pela Escola Virtual.

Confira alguns títulos dos cursos On-line (http://www.ev.org.br/Cursos/Paginas/Online.aspx)


Links Básicos: http://www.ev.org.br/Cursos/Paginas/Online.aspx


http://www.escolavirtual.org.br/welcome.asp


- Administração Financeira (1)

Administração e Planejamento de Finanças Pessoais



- Banco de Dados (3)

Administrando e Armazenando Dados com SQL Server 2005

Modelagem de Dados

Projetando e Implementando Dados com SQL Server 2005



- Cursos de Aperfeiçoamento/Comportamentais (12)

A Internet e a World Wide Web

Comunicação Escrita

Currículo sem Segredo

De Acordo com o Novo Acordo

Dinâmicas e Testes na Seleção

Economia de Energia

Entrevista: Como encará-la!

Estilos de Vida Digitais

Noções Básicas sobre Computadores

Postura e Imagem Profissional

Programas de Produtividade

Segurança e Privacidade do Computador



- Desenvolvimento de Aplicativos (22)

Análise Estruturada de Sistemas

Aplicações Java Mobile

Aplicações Windows Mobile

C++ - Desenvolvimento Orientado a Objeto

Engenharia de Requisitos

Expression Blend

Fundamentos das Aplicações Móveis

HTML - Avançado

HTML - Básico

Ilustração & Design Gráfico para Web

Introdução ao JavaScript

Introdução ao VB.Net

Lógica de Programação

Processo de Desenvolvimento de Software

Programação em C#

Programação Orientada a Objeto

Revisões, Verificações e Inspeções

Silverlight

System Design Overview

Teste e Resolução de Problemas

UML - Linguagem de Modelagem Unificada

WebDesign



- Governança de TI (12)

CMM - Sistema de Modelagem para Desenvolvimento de Software

Estratégia de Negócios

Fundamentos de COBIT

Fundamentos de Governança de TI

Gestão de Estratégia - BSC

Gestão de Processos - BPM

Gestão de Projetos 01 - Como trabalhar com projetos?

Gestão de Projetos 02 - Como iniciar o trabalho com projetos?

Gestão de Projetos 03 - Como planejar o escopo, prazo e orçamento do projeto?

Gestão de Projetos 04 - Como Planejar os demais aspectos do projeto?

Gestão de Projetos 05 - Como Executar, Monitorar, Controlar e Encerrar Projetos?

Gestão Estratégica de TI - ITIL



- Informática (2)

Introdução ao e-Learning

TI na Educação



- Infraestrutura (1)

Fundamentos de Rede



- Office (16)

Introdução ao Pacote Office 2007

Microsoft Access 2003 - Avançado

Microsoft Access 2003 - Básico

Microsoft Access 2003 - Intermediário

Microsoft Excel 2003 - Avançado

Microsoft Excel 2003 - Básico

Microsoft Excel 2003 - Intermediário

Microsoft Excel 2007 - Básico

Microsoft Office Outlook 2007

Microsoft PowerPoint 2003 - Avançado

Microsoft PowerPoint 2003 - Básico

Microsoft PowerPoint 2007 - Básico

Microsoft Word 2003 - Avançado

Microsoft Word 2003 - Básico

Microsoft Word 2003 - Intermediário

Microsoft Word 2007 - Básico



- Segurança (1)

Segurança da Informação



- Sistemas Operacionais (2)

Microsoft Windows Server 2003

Microsoft Windows XP



Photobucket

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

FORMATURA NAYARA - JULHO DE 2010


domingo, 26 de setembro de 2010


É na infância que as bases se constroem

Aprendemos a gostar, dividir e respeitar o próximo na fase da infância. É na relação familiar que os valores se constroem e moldamos nossa personalidade. Para que este processo ocorra de forma saudável, a presença física e emocional dos pais é essencial e deve ser mantida sempre que a criança necessitar de cuidados e atenção.

"Tem pai e mãe que acha que estar presente nas datas especiais já é o suficiente para manter-se presente, no entanto, nem sempre estas datas são importantes para os filhos que muitas vezes gostariam de atenção no dia a dia em alguma fase especifica da vida deles, e não em alguma data especial", explica.

"O certo é estar por perto sempre, mas se isso não é possível, o melhor é fazer-se presente em momentos em que a criança peça e não que os pais julguem mais importantes", afirma a especialista. 

Pais e filhos
 
Reforço positivo

Quando o pai ou a mãe fica longe de casa, o ideal é que aquele que está perto da criança, reafirme a presença do outro através de reforço positivo.

Segundo Vera, este reconhecimento faz a criança aprender a trabalhar a sensação de rejeição. "A ausência vai ser sentida pelo filho de qualquer jeito, mas se houver um representação positiva em relação a figura ausente, os traumas serão menores. Tente dizer algo como: 'se seu pai ver isso vai ficar orgulhoso'; 'sua mãe está longe , mas está de olho em tudo o que você faz' e assim por diante. Isso ajuda a encurtar a distância emocional e amenizar a saudade", sugere.

Photobucket







TAREFAS EM EXCESSO PREJUDICAM AS CRIANÇAS‏




O foco intenso na criança atinge seu auge por volta do século xv. Até a idade média, a infância não era valorizada. Quando desmamada, lá pelos 3 ou 4 anos, a criança passava a viver no mundo adulto. Não havia escolas formais e a família não era nuclear como agora. Na mesma casa conviviam pessoas de várias procedências.

Na idade moderna, junto com as grandes invenções, a revolução liberal e, mais tarde, com o iluminismo e a formação da burguesia, surge à infância. A criança passa a ser mais cuidada e os laços familiares se fortalecem. Pais e filhos são mais próximos e a criança passa a ser vista como um indivíduo que precisa de atenção e formação essencial. A infância passa a se constituir como uma idéia de momento especial, uma idade de ouro. Logo se começava a perceber que valia a pena investir nesses seres tão pequenos e dependentes.

A infância surge no momento em que se decide deixar as crianças irem à escola, brincarem e serem crianças. Com a modernidade, a infância passa a ser mais estudada e vista como a época de formação.

Liliana Sulzbach (2000) em seu curta-metragem A invenção da infância retrata de uma maneira objetiva e profunda os conceitos de trabalho infantil, comparando as exigências em classes mais pobres e nas classes médias altas. As diferenças são cruciais, mas em ambas acompanhamos uma espécie de corte e de invasão nos territórios do mundo infantil. Crianças assumem funções inapropriadas à sua idade.

Uma criança do interior pobre do nordeste suspira ao dizer: "Que jeito tem, Tem que trabalhar...." Enquanto a menina de classe media alta fala com um misto de satisfação e dúvida: "tenho hora para tudo! Tenho vida de adulto, mas é melhor assim!", referindo-se à sua agenda lotada e, por vezes, pouco construída com base no seu desejo ou perfil, tal como o menino que suspira pela falta de alternativa e diz "tem que trabalhar!".

Preparar os filhos tornou-se um grande e complexo investimento.

Almejar para os nossos filhos o melhor dos mundos é perfeitamente compreensível, entretanto o objetivo que subjaz as práticas são questionáveis. Os pais, a pedido das escolas ou por expectativas próprias, tornam a rotina de seus filhos uma maratona desenfreada de cumprimento de tarefas. Os próprios pais não conseguem dar conta numa cidade como São Paulo de levar e trazer de um lado para outro seus filhos das mais diversas atividades. O tempo acelera para os pequenos e passa a ser um bem de alto valor para eles.

Na ansiedade de fornecer aos filhos todos os recursos creditados como necessários ao desenvolvimento, os pais correm o risco de subverter os valores em função de ter filhos mais competitivos, mais preparados para enfrentar o futuro.

No meu dia-a-dia, como psicóloga, atendo crianças e converso com seus pais e com aqueles responsáveis pela vida escolar e ouço afirmações como: "meu filho é muito inteligente", "é uma criança brilhante, mas que por algum motivo não vai bem na escola", "ele é um atleta nato, tem um talento surpreendente" ou, o contrário, "ele é lento para fazer as atividades", "não tem noção do tempo", "se distraí com facilidade" e tantas outras afirmações que nos fazem pensar: qual o elo dessa cadeia que se perdeu. O que será que tem levado as crianças mais e mais a profundos estados de tristeza, insônia, hiperatividade e déficit de atenção?

Felizmente hoje temos um repertório de conhecimentos vindos da medicina, psicologia, neurociência, que faz toda diferença para conhecermos a etiologia de alguns quadros e poder tratá-los. Fato que há 50 anos era incomum e, portanto, as providências de tratamento eram precárias. Assim, não podemos somente atribuir à vida corrida que levamos o aparecimento dos distúrbios da infância.

Sem dúvida, os fatores do dia-a-dia como violência, exigências competitivas, acesso fácil aos meios de comunicação e diminuição do tempo de infância, contribuem para aumentar quadros antes mais freqüentes na idade adulta. O custo de compor uma família também é alto. Preparar os filhos tornou-se um grande e complexo investimento. Pais trabalham incansavelmente para manter seus filhos para assegurar que recursos não lhes faltem.

Na outra ponta temos crianças exigidas e cansadas, com pouco aproveitamento do tempo para brincar e aprender na escola. O que seria esperado? Não oferecer as possibilidades de aprendizagem "Não, absolutamente". Talvez o elo que precisamos encontrar em nosso dia-a-dia como pais seja o cultivo pelo aprender, pelo estudar e pelo conhecimento.

Aprender não é um processo de cumprimento de tarefas, mas sim um processo de descobrir coisas novas, todos os dias, das mais simples às mais complexas.

Oferecer os recursos a partir da convicção de que mais do que resultados, esperamos que pais e educadores ajudem nossas crianças a criarem ideais construtivos. Nem sempre as crianças têm idéia do processo no qual estão envolvidas, quais são as etapas de todo e qualquer aprendizado. Empenho, dedicação, perseverança são valores pouco sublinhados nos processos de aprendizagem.

 

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Ambiente letrado em casa e na escola

O papel da escola de educação infantil e da família, nesse início de processo, é amplo e rico: é fazer com que a criança leia o mundo e comece a expor suas primeiras palavras e idéias no papel - ainda que não o faça de um jeito perfeito, correto, convencional. E isso não é fácil. Exige autoconfiança, crença em si próprio. Ela trocará letras, inverterá sílabas, inventará traçados. Tudo faz parte. Significa que está buscando aproximar-se desse universo simbólico. Por esse motivo, propicie a seu filho um ambiente em que o mundo das letras esteja presente e que possa ser referência em suas descobertas. Aqui vão algumas dicas que podem ajudar a iniciação:
· Ofereça desde cedo um acervo de livros com textos e ilustrações - uma pequena biblioteca construída e organizada com seu filho.
· Visite livrarias, faça com que tenha contato com diferentes materiais.
· Disponibilize lápis de cera, blocos de desenho para os primeiros experimentos.
· Conte-lhe, ao menos, uma pequena história diariamente.
· Folheie livros na sua presença.
· Peça que lhe conte histórias, manuseando livros.
· Peça que registre as histórias contadas com desenhos, palavras, frases.
· Deixe que a observe realizando alguns de seus escritos, como suas listas de compras, por exemplo. Procure fazê-las na letra de forma.
· Corrija seu filho quando falar de forma infantilizada ou não compreensível.
· Não ensine, nem exija que ele comece seus registros com a letra manuscrita. Letra do tipo bastão ou de fôrma são as mais indicadas nesse período.


A glória de aprender com prazer

Essas pequenas iniciativas fazem com que a criança tenha mais recursos para solucionar suas dúvidas, buscar respostas. Valem mais do que extensos, mecânicos e insatisfatórios exercícios de caligrafia. Na realidade, são maneiras de fazer com que o pequeno comece sua alfabetização com prazer, significado e gosto. Também vale lembrar que, nesse período tão rico e repleto de descobertas, a escolha da escola de educação infantil é essencial. Evite as escolas chamadas "preparatórias", aquelas que garantem o ingresso fácil no ensino fundamental. Em alguns casos o ritmo de trabalho dos alunos é acelerado e isso faz com que haja perdas preciosas, quadro que se complicará mais tarde. Uma boa pré-escola tem seu próprio projeto pedagógico e a passagem de seus alunos para a primeira série se faz de forma natural, como resultado de um processo construído ao longo da primeira infância.Cada qual tem sua horaLembre-se: a aquisição da leitura e da escrita está profundamente ligada aos contatos com o universo escrito dos 0 aos 6 anos. Por isso mesmo, definir um momento certo para esse aprendizado, igual para todas as crianças, é desconsiderar experiência e maturidade individual. Cada criança é única, fato que precisa ser considerado por escolas e famílias. Sempre. É o que dará a medida do tempo apropriado, o que permitirá que não se antecipe nem se retarde a alfabetização.

*Norma Leite Brandão é pedagoga e educadora da VERCRESCER assessoria educacional.
Os níveis estruturais da linguagem escrita podem explicam as diferenças individuais e os diferentes ritmos dos alunos.


1) Nível Pré-Silábico- não se busca correspondência com o som; as hipóteses das crianças são estabelecidas em torno do tipo e da quantidade de grafismo. A criança tenta nesse nível:
diferenciar entre desenho e escrita
utilizar no mínimo duas ou três letras para poder escrever palavras
reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu contato com as formas gráficas (imprensa ou cursiva), escolhendo a que lhe é mais familiar para usar nas suas hipóteses de escrita
percebe que é preciso variar os caracteres para obter palavras diferentes

2) Nível Silábico- pode ser dividido entre Silábico e Silábico Alfabético:Silábico- a criança compreende que as diferenças na representação escrita está relacionada com o "som" das palavras, o que a leva a sentir a necessidade de usar uma forma de grafia para cada som. Utiliza os símbolos gráficos de forma aleatória, usando apenas consoantes, ora apenas vogais, ora letras inventadas e repetindo-as de acordo com o número de sílabas das palavras.Silábico- Alfabético- convivem as formas de fazer corresponder os sons às formas silábica e alfabética e a criança pode escolher as letras ou de forma ortográfica ou fonética.
3)Nível Alfabético- a criança agora entende que:
a sílaba não pode ser considerada uma unidade e que pode ser separada em unidades menores
a identificação do som não é garantia da identificação da letra, o que pode gerar as famosas dificuldades ortográficas
a escrita supõe a necessidade da análise fonética das palavras


“Deus, em sua infinita sabedoria, criou a família, para que os seres humanos tivessem um lugar de apoio, de encorajamento mútuo, consolo nas horas difíceis. Enfim, um espaço para rir, chorar e sonhar.

Abra o coração e deixe Cristo entrar na sua família.”

domingo, 6 de junho de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os sons nasais e a leitura


Prof. Ms. Vicente Martins
Docente na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)
Mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará
Graduado e Pós-Graduado em Letras pela
Universidade Estadual do Ceará


Durante a leitura em voz alta, muitas crianças encontram dificuldade na articulação de vogais e consoantes nasais, o que as leva a não reconhecerem palavras com fonemas nasais. Sem reconhecimento das palavras, não há decodificação leitora, importante etapa no processo de leitura.

Os professores, quando não atentos ao valor dos sons nasais na prática da leitura de textos, torcem o nariz aos maus leitores, e os alunos, por sua vez, diante do fracasso leitor, ficam de nariz comprido.

Sem a produção dos sons nasais, belos textos, especialmente os poemas em versos, perdem todo seu encanto lírico, sua emoção, seu ritmo e a força de expressividade de suas rimas.

Durante as aulas de leitura, fazem parte do cardápio escolar a leitura de sonetos de poetas e poetisas brasileiros como Mário Quintana, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles e Henriqueta Lisboa, autores que explicitamente exploram, em seus versos, vogais e consoantes nasais.

Um bom exemplo é o poema Canção de Garoa, de Mário Quintana em que o poeta diz: “ Em cima do meu telhado/ Pirulin lulin lulin,/Um anjo, todo molhado,/Solução no seu flautim/. Na estrofe seguinte o poeta continua a explorar os fonemas nasais: /O relógio vai bater:/As molas rangem sem fim./O retrato na parede/Fica olhando para mim./”. E na última estrofe conclui: “E chove sem saber por quê.../E tudo foi sempre assim!/Parece que vou sofrer:/Pirulin lulin lulin...”

Não apenas na leitura, mas já na aquisição da fala, as crianças percebem o papel da cavidade nasal na articulação dos sons da fala.

Na educação infantil, a articulação dos sons nasais, todos sonoros, são exigidos dos pequenos a exploração das cordas vocais situadas na laringe. A fisiologia do esforço articulatório dos sons nasais é a seguinte: durante a produção dos sons nasais, uma parte da corrente de ar expirado proveniente da laringe passa pelas fossas nasais, devido ao abaixamento da úvula e do véu palatino, causando uma vibração intensa nas fossas nasais.

Isso que dizer que a pronúncia dos sons nasais leva o véu palatino a ficar abaixado total ou parcialmente, permitindo que uma parte do ar pulmonar saia pelas fossas nasais, produzindo aí uma ressonância, cujo efeito auditivo é conhecido por nasalidade.


As vogais nasais do Português


Na escrita, as vogais são representadas por dígrafos vocálicos nasais, na verdade, grupos de duas letras usados para representar um único fonema. No português são dígrafos nasais: am, an, em, en, im, in, on, om, um e u.


As consoantes nasais do Português


As consoantes nasais são fonemas sonoros (as cordas vibram) em cuja articulação o ar expirado ressoa na cavidade nasal por encontrar abaixados a úvula e o véu palatino, como /m/ na palavra cama,/n/ em cana,/nh/ em lanho.


N, n

O valor fonético da letra ene – O n (ene) é a décima terceira letra e décima consoante do nosso alfabeto. Esta letra representa a consoante oclusiva nasal dental-alveolar, como em nó (diante de consoante ou em final de palavra, não é pronunciada como oclusiva nasal e freqüentemente não é pronunciada, nasalizando a vogal precedente, como nas palavras manso e hífen.


M, m

O valor fonético do eme - O m (eme) é a letra que representa a consoante oclusiva nasal bilabial sonora como na palavra meu, camelo e morro.


~

O til - Durante a aquisição e o desenvolvimento da leitura em voz alta ou a alfabetização em leitura, no ensino fundamental, o reconhecimento do til como um sinal diacrítico que nasala a vogal à qual se sobrepõe. O til, marcado nos textos medievais, desde o ano de 1632, é o sinal gráfico que na escrita confere a uma letra novo valor fonético (pronunciação) e/ou fonológico (função distintiva na língua).


Vicente Martins, palestrante, professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), em Sobral (CE), dedica-se entusiasticamente à pesquisa sobre as dificuldades de aprendizagem relacionadas com a leitura (dislexia), escrita (disgrafia) e ortografia (disortografia).


E-mail: vicente.martins@uol.com.br
Sobral - Ceará - Brasil