quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A ROTINA E A VIDA DA CRIANÇA


A rotina na vida da criança e quais os benefícios que ela proporciona para a formação dos pequenos.

1- Uma casa onde as crianças acordam na hora do almoço e, correndo, porque estão atrasadas para escola, com certeza, irão acordar, de verdade, em sala de aula. É obvio que a fome vai aparecer durante a aula, o que acabará por comprometer o rendimento escolar.

2- Não saber onde estão os calçados, ou mesmo o uniforme, com certeza não é uma boa referência de organização, e um bom exemplo, para a criança.

3- Assistir televisão na hora do jantar é um péssimo hábito. A criança não presta atenção no que come e na quantidade de alimento que está ingerindo, e, além disso, a família perde a preciosa oportunidade de conversar e interagir.

4- Tropeçar nos brinquedos que ficam no meio da sala, além de perigoso não é um estímulo positivo. A criança precisa aprender que cada coisa deve ter o seu lugar, e, se desde pequeno, cuidar das suas próprias, será mais independente e organizado.



Assim sendo, a criança deve ter hora estabelecida para dormir e acordar. Dessa forma ela estará bem desperta e disposta para concentrar-se na escola. O processo de aprendizagem é facilitado pela condição de atenção em que a criança está. Dormir muito tarde, além de não ser bom para saúde, acarreta em prejuízo para as atividades do dia seguinte.



No caso de crianças ainda muito pequenas, horários controlados e rotineiros evitarão que ela fique com sono e mal humorada, propiciando que ela esteja disposta e atenta aos estímulos.



Horários para refeições, com pequenas variações, são necessários para organização do dia, e principalmente para saúde das crianças. Acordar próximo da hora do almoço e comer pão, tomar leite ou cereais irá retardar o horário do almoço, lanche da tarde e jantar.



A saúde está ligada a uma alimentação equilibrada, que deve ser bem pensada, elaborada e que necessita de um tempo para ser preparada. É necessário o planejamento de compras e de preparo, a fim de que as refeições não sejam comprometidas.



A higiene está ligada à rotina também. Ao acordar, o banho, o escovar os dentes e o trocar de roupa antes do café da manhã, são atividades necessárias, e uma vez estabelecidas, evitará as brigas entre filhos e mães logo cedo. Mais do que limpa, a criança bem cuidada é saudável.



O local e os horários em que a criança deve estudar precisam ser estabelecidos com critério. A mesa e a cadeira proporcional ao tamanho da criança possibilitarão um maior aproveitamento. Evitar barulhos paralelos oferecerá uma melhor capacidade de concentração, portanto, aumentará as chances de um resultado mais satisfatório na aprendizagem.



A rotina sob este aspecto, na vida da criança, é boa e saudável. Cada família deve usar o bom senso para estabelecer a sua, considerando as necessidades da criança, e o beneficio que tal atitude irá promover.
 
 
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Sementes do Amanhã




quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PROFESSOR PEDAGOGO



A palavra Pedagogia tem origem na Grécia, paidós (criança) e agodé (condução). A palavra grega Paidagogos é formada pela palavra paidós (criança) e agogos (condutor). Portanto, pedagogo significa condutor de crianças,aquele que ajuda a conduzir o ensino. Este era o trabalho do escravo, que era encarregado também de dar formação (Paidéia) intelectual e cultural. Assim sendo a pedagogia está ligada ao ato de condução do saber. E até hoje a preocupação da pedagogia é encontrar formas de levar o indivíduo ao conhecimento. A Grécia clássica pode ser considerada o berço da pedagogia, pois é na Grécia que tem começo as primeiras idéias acerca da atuação pedagógica, ponderações que vão influenciar por muitos anos a educação e a cultura ocidental.


Surgida no século XVII, a Pedagogia teve como um dos principais iniciadores, o monge João Comênio (Amós Comenius).Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII.Os propósitos pedagógicos de Comenius enfatizavam a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador, interações educacionais entre família e escola, o desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico e a constituição do homem religioso, social, político, racional, afetivo e moral.


A “Grande Didacta”, foi sem sombra de dúvida sua obra-prima e seu maior tributo para o pensamento educacional,pois apresenta as características capitais da instituição escolar moderna.
Paulo Freire é avaliado como um dos pensadores mais extraordinários na história da pedagogia, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. De acordo com Paulo Freire “todo ato cultural é pedagógico e todo ato pedagógico é cultural”. Afirma que educação popular é tudo que se aprende informalmente, ou seja, fora dos muros das instituições educacionais. Para ele, “educação popular” é a educação das massas populares.


A Pedagogia é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, classificação, a sistematização e a análise do processo educativo. O desafio dos profissionais pedagogos é manter-se atualizado sobre as novas tecnologias de ensino e desenvolver práticas pedagógicas competentes.Os professores pedagogos de hoje têm a probabilidade de, cada vez mais buscarem aprimoramento de seus conhecimentos aumentando suas competências, com isso os alunos são os beneficiados, pois estão diante de professores bem preparados.O século XXI é o século do conhecimento, que exige métodos e atitudes empreendedoras na educação.No mundo tecnológico em que vivemos é imprescindível desenvolver novas competências para ensinar, pois essa é a exigência de um mundo que tem compassos apressados de transformações.


O professor empreendedor é aquele que, abdica de posturas tradicionais e adquire competências permeadas por múltiplas linguagens, em um contexto cultural e tecnológico que ultrapassa os muros da escola, em busca da capacidade de formular perguntas que possam desencadear os processos de criatividade, de maneira a executar em parceria com os alunos estudos interdisciplinares e contextualizados, desenvolvendo eficiente método de aprendizagem.O professor precisa estimular o aluno a se auto-conhecer e a ter visão de novas oportunidades, o que as escolas não ressaltam muito. O professor, não precisa mudar o conteúdo programático, no entanto, precisa usar uma metodologia que privilegie o auto-aprendizado. O professor é um organizador. Ele não dá respostas, pois o empreendedor é alguém que busca a sua própria resposta. Portanto precisamos cada vez mais motivar o aluno a constituir um grande projeto de vida.

Amélia Hamze
Profª da FEB/CETEC
FISO-ISEB

Fundamentos para a pedagogia diferenciada

“Se o objetivo é dar a todos a chances de aprender, quaisquer que sejam suas origens sociais e seus recursos culturais, então, uma pedagogia diferenciada é uma pedagogia racional. Diferenciar é, pois, lutar para que as desigualdades diante da escola atenuem-se e, simultaneamente, para que o nível de ensino se eleve”. Perrenoud



A teoria crítica do currículo, hoje é mais situada nas relações que são geradas entre o currículo e ideologia, currículo e estrutura social, currículo e cultura, currículo e poder. A igualdade de tratamento na aula produz desigualdades nas aprendizagens, pois a própria organização escolar produz o insucesso dos alunos e provoca a separação entre escola e sociedade. Então a utilização da pedagogia diferenciada constitui uma provocação de transformação profunda, ao propor enfrentamentos que respondam às diferentes expectativas e necessidades dos alunos para que adquiram competência de intervenção na sociedade.



O que se entende em termos de pedagogia diferenciada é que o currículo não pode permanecer insensível ao diferente capital cultural de procedência familiar e social que os alunos carregam no seu dia-a-dia para a escola. Existe uma relação entre sucesso escolar e situações sociais privilegiadas, assim como, entre fracasso escolar e situações sociais desfavorecidas, e a escola por sua vez, reproduzindo a sociedade, acaba confirmando e reforçando a cultura das classes privilegiadas. É certo que a incidência de culturas distintas traz consigo muitas vezes conflitos, discriminação, dominação e exclusão.



O currículo não deve descuidar da especificidade das diferenças, pluralidades, múltiplos olhares da aprendizagem e a chamada cultura popular. É por isso que penso, como Philippe Perrenoud, que os professores, devem ter competência para entender que os alunos são, tal como nós próprios, seres sociais com uma bagagem peculiar de crenças, significados, valores, atitudes e comportamentos adquiridos em ambientes extra escolar, que devem ser considerados.



Ao núcleo comum que forma o currículo formal e oficial, é necessário adicionar um novo cenário curricular onde se contemple a conversa entre as diversas culturas presentes, pois não existe uma única cultura universalmente aceita e, por isso, correta de ser transmitida.



O professor é o elo articulador entre a sociedade e a escola, fazendo da instituição escolar um local de pluralismo cultural, de referências e identidades legitimadas, de caminhos e procedimentos de aprendizagem dos alunos. O docente terá como missão consolidar a ascensão educacional de cada discente, sem, no entanto desvalorizar a visão da sociedade, onde esses alunos estão inseridos. Ao respeitar e legitimar as identidades e especificidades regionais, locais e individuais (incluindo as necessidades educativas especiais) concretizará a consonância social que todos buscam. Acredito seja essa a proposta de Philippe Perrenoud, quando fala em pedagogia na escola das diferenças.



Quando nos reportamos a Perrenoud, lembramos dos três fundamentos para a pedagogia diferenciada. O primeiro fundamento tem por embasamento uma política educativa de criação igualitária: “a diferenciação está ligada ao cuidado de fazer trabalhar em conjunto alunos de níveis diferentes, no seio de grupos heterogêneos”. O segundo é que a informação da diversidade de caráter cognitivo permite a noção de entradas para a diversificação didática. O terceiro, mais determinante, é de fundo ético, e assenta-se sobre o postulado da educabilidade, “numa atitude sistemática, procurar incansavelmente encontrar um caminho possível para a aprendizagem, mesmo depois de tudo ter falhado”.



Considerando o que está enunciado, em minha opinião, aumentar o tempo de estudo não é a solução, pois o tempo não é a fundamental saída, deve-se sim, aprender num ritmo relativamente unificado, porém conduzido pelos professores de forma diferenciada. Portanto, o que deve ser diferenciado é investir em cada aluno, na criatividade, de maneira estratégica, e no atendimento personalizado dedicado a cada discente.



Perrenoud, Ph. A Pedagogia na Escola das Diferenças. Fragmentos de uma sociologia do fracasso.



Por Amélia Hamze

Colunista Brasil Escola



 


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Senado quer crianças de cinco anos no ensino fundamental

Photobucket

Não sei se você, leitor, foi convidado para esta discussão. Eu, com certeza, não fui nem avisada de que ela existia, a despeito de trabalhar com crianças desta faixa etária.

Pois o senador paranaense Flávio Arns apresentou, em cinco de fevereiro deste ano, a proposição PL-6755/2010 que altera a redação de artigos da LDB, de modo a tornar obrigatória a matrícula de crianças a partir de cinco anos de idade no ensino fundamental.

O que você pensa a respeito?

A Fundação Abrinq já se manifestou contrária ao acesso de crianças aos 5 anos no Ensino Fundamental.

Participe desta discussão em nossa comunidade no Centro Esportivo Virtual.

A ESCOLA E SEU PAPEL SOCIAL NOS TEMPOS ATUAIS


A missão da escola, nos tempos atuais e de acordo com a legislação em vigor, é promover o pleno desenvolvimento do aluno, preparando-o para a cidadania e qualificando-o para o trabalho.

Visando refletir sobre a função social da escola, devemos considerar que esta hoje, situa-se entre a tradição e a modernidade, entre o acesso aberto a todas as fontes de informação e conhecimento e a absoluta falta de condições primárias de estudos em periferias pobres; entre o social e o individual; entre as perspectivas de longo prazo e as necessidades imediatas; a competição e a igualdade de oportunidades; a economia globalizada e a valorização da micro-produção e por fim entre o universal e o local.

Assim como a sociedade vive uma crise de paradigmas, com aspectos modernistas e pós-modernistas, a escola também está atendendo alunos de diferentes tempos culturais, convivendo com a coexistência de características ora modernas, ora pós-modernas. Para realizar esta transição histórica, a escola deve estar atenta a pontos como: multiculturalismo, diversidade, autonomia, conteúdos significativos, unidade entre historia e sujeito e visão de mundo abrangente.

Conforme Penin & Vieira (2002, p. 26):

Há a necessidade de a escola repensar profundamente sua organização, sua gestão, sua maneira de definir os tempos, os espaços, os meios e as formas de ensinar, ou seja, o seu jeito de fazer escola e hora de jogar fora as roupas velhas e tornar a vestir a escola, a partir da essência de sua função social que permanece: ensinar bem e preparar os indivíduos para exercer a cidadania e o trabalho no contexto de uma sociedade complexa, enquanto se realizam como pessoas.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei no 9.394/96, proporciona aberturas para a escola redefinir suas estruturas, seu projeto pedagógico, seu papel na atualidade. Para tanto, não basta somente o estudo sobre novas propostas de organização, gestão e avaliação; é importante acima de tudo, a esperança em uma escola diferente e a vontade de mudar o que e preciso. É necessário o entendimento de que a escola tem que evoluir, dentro de suas possibilidades e necessidades e para tanto o trabalho coletivo, a participação da comunidade escolar torna-se de extremo valor, pois constituem a “voz da escola”, o termômetro que avaliará o que e preciso mudar ou não.

Dando continuidade ao pensamento de Penin & Vieira (2002, p. 26):

A escola ainda é a porta de entrada da maioria da população para o acesso ao mundo do conhecimento, pois vivemos um período no qual a informação esta a um só tempo disponível como nunca esteve e, contraditoriamente, inacessível a grandes parcelas da nossa população.

Neste contexto, a escola tem que tornar-se significativa. O ato educativo deve ter como meta a aplicação, a utilidade do que se aprender, a relação dos conteúdos com a realidade. A escola deve preocupar-se com a formação da consciência critica, para isso deve investir em novos conteúdos, métodos, espaços, atores pedagógicos e formas de avaliação. Em todas estas inovações, o aluno deve ser ouvido e seu espaço de participação ampliado, pois a escola não pode esquecer que a aprendizagem do aluno e seu único objetivo.

Kuenzer (2003, p. 49) afirma:

A escola deverá propiciar a apropriação do conhecimento por meio da articulação com seu lócus de produção: o mundo das relações sociais e produtivas. Esta articulação e a nova função do professor, que não mais ensina por meio de relações interpessoais com os alunos, mas estabelece a mediação entre eles e a ciência no seu acontecendo, na práxis social e produtiva, gerenciando, portanto, o processo de aprender.

Dessa forma, a proposta de educação atual, exige que a escola desenvolva integralmente a personalidade do aluno, explore todos seus talentos, sejam eles na área da memória, raciocínio, imaginação, capacidade física, no sentido de estética ou na facilidade de comunicar-se com os outros.

Num mundo em processo de globalização, novas demandas colocam-se para a escola e para aqueles que participam de sua gestão.

Novos pilares para a educação no século XXI se firmam: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser para falar apenas de algumas das múltiplas aprendizagens necessárias a um mundo sob o signo da mudança (PENIN & VIEIRA, 2002, p. 43).

As novidades provenientes dessa nova visão de escola exigem também um novo perfil de professor que deve estar preparado para atender as necessidades do aluno que está chegando às nossas escolas, atualmente. Faz-se necessário analisar o papel destas duas peças-chave do processo ensino-aprendizagem: o professor e o aluno.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Planejamento Escolar

Especialista critica a burocracia e diz que o coordenador pedagógico deve se aliar a outros colegas para não se sentir sozinho.

celso vasconcellos planejamento


Celso dos Santos Vasconcellos já foi professor, coordenador pedagógico e gestor escolar. Ao longo de sua extensa carreira de educador, participou de inúmeros processos de planejamento nas escolas e gosta de dizer que aprendeu muitas lições. "Às vezes, há uma tentação enorme de ficar gastando tempo com problemas menores, quase sempre da esfera administrativa ou burocrática. Justamente por isso é tão importante planejar o planejamento", afirma. Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo, mestre em História e Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e autor de diversos livros sobre esse assunto, o especialista fala na entrevista a seguir a respeito dos meandros do processo de elaboração das diretrizes do trabalho da escola.

Por onde se deve começar um bom planejamento?

CELSO VASCONCELLOS Depende muito da dinâmica dos grupos. Existem três dimensões básicas que precisam ser consideradas no planejamento: a realidade, a finalidade e o plano de ação. O plano de ação pode ser fruto da tensão entre a realidade e a finalidade ou o desejo da equipe. Não importa muito se você explicitou primeiro a realidade ou o desejo. Então, por exemplo, não há problema algum em começar um planejamento sonhando, desde que depois você tenha o momento da realidade, colocando os pés no chão. Em alguns casos, se você começa o ano fazendo uma avaliação do ano anterior, o grupo pode ficar desanimado - afinal, a realidade, infelizmente, de maneira geral, é muito complicada, cheia de contradições. Às vezes, começar resgatando os sonhos, as utopias, dependendo do grupo, pode ser mais proveitoso. O importante é que não se percam essas três dimensões e, portanto, em algum momento, a avaliação, que é o instrumento que aponta de fato qual é a realidade do trabalho, vai aparecer, começando o planejamento por ela ou não.



É possível realizar um processo de ensino e aprendizagem sem planejar?

VASCONCELLOS É impossível porque o planejamento é uma coisa inerente ao ser humano. Então, sempre temos algum plano, mesmo que não esteja sistematizado por escrito. Agora, quando falamos em processo de ensino e aprendizagem, estamos falando de algo muito sério, que precisa ser planejado, com qualidade e intencionalidade. Planejar é antecipar ações para atingir certos objetivos, que vêm de necessidades criadas por uma determinada realidade, e, sobretudo, agir de acordo com essas ideias antecipadas.



Em alguns contextos, o planejamento ainda é encarado como um instrumento de controle?

VASCONCELLOS Sim, em algumas escolas e redes, ele ainda é um instrumento burocrático e autoritário. Em um sistema autoritário, o planejamento é uma arma que se volta contra o professor porque o que ele disser - ou alguém disser por ele - que vai ser feito tem que ser cumprido. Caso contrário, ele foi incompetente. E, nem sempre, conseguimos fazer o que planejamos. Por diversas razões, inclusive por falha nossa, mas não unicamente por isso. No entanto, o movimento da sociedade e o processo de redemocratização têm favorecido o conceito de planejamento como real instrumento de trabalho e não como uma ferramenta de controle dos professores.



Qual a relação entre o planejamento e o projeto político pedagógico?

VASCONCELLOS Nesse processo de planejar as ações de ensino e aprendizagem, existem diversos produtos, como o projeto político pedagógico, o projeto curricular, o projeto de ensino e aprendizagem ou o projeto didático, que podem ou não estar materializados em forma de documentos. O ideal é que estejam. Quando falamos do planejamento anual das escolas, temos como referência o projeto político pedagógico.



É possível fazer um planejamento sem conhecer o projeto político pedagógico da escola?

VASCONCELLOS Um projeto, a escola sempre tem, mesmo que ele não esteja materializado em um documento. Agora, o ideal é que esse projeto seja público e explicitado. Na hora do planejamento anual, ele deve ser usado como algo vivo, como um termômetro para toda a comunidade escolar saber se o trabalho que está sendo planejado está se aproximando daqueles ideais políticos e pedagógicos ou não.



Como evitar que o tempo dedicado ao planejamento anual não seja desperdiçado?

VASCONCELLOS Nas escolas, o coordenador pedagógico é o responsável por esse processo. É preciso prever momentos específicos para cada tipo de assunto e ser firme na coordenação. Às vezes, há uma tentação muito grande em ficar gastando tempo do planejamento com problemas menores, administrativos ou burocráticos. Então, é muito importante planejar o planejamento, reservando momentos específicos para cada assunto, e ser rigoroso no cumprimento dessa organização. Ele precisa ser um coordenador pedagógico forte, mas onde buscar apoio para se fortalecer? Em alguns casos, há o apoio da direção, mas é muito importante que ele faça parte de um grupo com outros profissionais no mesmo cargo para trocar experiências e sentir que não está sozinho nesse trabalho.



Com que frequência as ações do planejamento anual devem ser revistas pela equipe?

VASCONCELLOS Eu insisto muito na reunião pedagógica semanal. Na minha opinião, esse encontro não deve ser por área, e sim com todos os professores daquele ciclo, daquele período. Se todos os professores, por exemplo, do ciclo II do Ensino Fundamental do período da manhã estão presentes no mesmo momento, em um dia fixo da semana, no período da tarde, durante cerca de duas horas, o coordenador pedagógico pode montar reuniões por área, ou por nível ou gerais, conforme as necessidades. Esse momento de encontro é imprescindível para planejar um trabalho de qualidade com coerência entre os professores. Além de ser um momento de socialização. Existem professores que descobrem coisas excelentes que vão morrer com ele porque não foram sistematizadas nem ele compartilhou aquelas descobertas. E, na hora do planejamento, há a possibilidade de reservar um momento para isso.



Existe algum momento que deve ser planejado com mais cuidado?

VASCONCELLOS Sim, as primeiras aulas. Principalmente das séries iniciais. Existem estudos que mostram que a boa relação professor/aluno pode ser decidida nessas aulas. Há pesquisas que vão além e apontam os primeiros instantes da primeira aula como determinantes do sucesso da atividade docente. Então, se o professor tem de preparar bem todas as aulas, as primeiras precisam de mais cuidado. E não é só determinar os conteúdos a ser abordados, os objetivos a atingir e a metodologia mais adequada. É, sobretudo, se preparar, tornar-se disponível para aqueles alunos, acreditando na possibilidade do ensino e da aprendizagem, estando inteiramente presente naquela sala de aula, naquele momento.



Celso dos Santos Vasconcellos




Descoberta de um Universo: A Evolução do Desenho Infantil

"Antes eu desenhava como Rafael,

mas precisei de toda uma existência

para aprender a desenhar como as crianças".

(Picasso)


Os primeiros estudos sobre a produção gráfica das crianças datam do final do século passado e estão fundados nas concepções psicológicas e estéticas de então. É a psicologia genética, inspirada pelo evolucionismo e pelo princípio do paralelismo da filogênese com a ontogênese que impõe o estudo científico do desenvolvimento mental da criança (Rioux, 1951).

As concepções de arte que permearam os primeiros estudos estavam calcadas em uma produção estética idealista e naturalista de representação da realidade. Sendo a habilidade técnica, portanto, uma fator prioritário. Foram poucos os pesquisadores que se ocuparam dos aspectos estéticos dos desenhos infantis.

Luquet (1927 - França) fala dos 'erros' e 'imperfeições' do desenho da criança que atribui a 'inabilidade' e 'falta de atenção', além de afirmar que existe uma tendência natural e voluntária da criança para o realismo.

Sully vê o desenho da criança como uma 'arte embrionária' onde não se deve entrever nenhum senso verdadeiramente artístico, porém, ele reconhece que a produção da criança contém um lado original e sugestivo. Sully afirma ainda que as crianças são mais simbolistas do que realistas em seus desenhos (Rioux, 1951).

São os psicólogos portanto, que no final do século XIX descobrem a originalidade dos desenhos infantis e publicam as primeiras 'notas' e 'observações' sobre o assunto. De certa forma eles transpõem para o domínio do grafismo a descoberta fundamental de Jean Jacques Rousseau sobre a maneira própria de ver e de pensar da criança.

As concepções relativas a infância modificaram-se progressivamente. A descoberta de leis próprias da psique infantil, a demonstração da originalidade de seu desenvolvimento, levaram a admitir a especificidade desse universo.


A maneira de encarar o desenho infantil evolui paralelamente.

Modo de expressão próprio da criança, o desenho constitui uma língua que possui vocabulário e sua sintaxe. Percebe-se que a criança faz uma relação próxima do desenho e a percepção pelo adulto. Ao prazer do gesto associa-se o prazer da inscrição, a satisfação de deixar a sua marca. Os primeiros rabiscos são quase sempre efetuados sobre livros e folhas aparentemente estimados pelo adulto, possessão simbólica do universo adulto tão estimado pela criança pequena.

Ao final do seu primeiro ano de vida, a criança já é capaz de manter ritmos regulares e produzir seus primeiros traços gráficos, fase conhecida como dos rabiscos ou garatujas ( termo utilizado por Viktor Lowenfeld para nomear os rabiscos produzidos pela criança).


O desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que, no início, dizem respeito à passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais ordenadas, fazendo surgir os primeiros símbolos Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de desenhar e com desenhos de outras pessoas. Na garatuja, a criança tem como hipótese que o desenho é simplesmente uma ação sobre uma superfície, e ela sente prazer ao constatar os efeitos visuais que essa ação produziu. No decorrer do tempo, as garatujas, que refletiam sobretudo o prolongamento de movimentos rítmicos de ir e vir, transformam-se em formas definidas que apresentam maior ordenação, e podem estar se referindo a objetos naturais, objetos imaginários ou mesmo a outros desenhos. Na evolução da garatuja para o desenho de formas mais estruturadas, a criança desenvolve a intenção de elaborar imagens no fazer artístico. Começando com símbolos muito simples, ela passa a articulá-los no espaço bidimensional do papel, na areia, na parede ou em qualquer outra superfície. Passa também a constatar a regularidade nos desenhos presentes no meio ambiente e nos trabalhos aos quais ela tem acesso, incorporando esse conhecimento em suas próprias produções. No início, a criança trabalha sobre a hipótese de que o desenho serve para imprimir tudo o que ela sabe sobre o mundo. No decorrer da simbolização, a criança incorpora progressivamente regularidades ou códigos de representação das imagens do entorno, passando a considerar a hipótese de que o desenho serve para imprimir o que se vê.


É assim que, por meio do desenho, a criança cria e recria individualmente formas expressivas, integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade, que podem então ser apropriadas pelas leituras simbólicas de outras crianças e adultos.

O desenho está também intimamente ligado com o desenvolvimento da escrita. Parte atraente do universo adulto, dotada de prestigio por ser "secreta", a escrita exerce uma verdadeira fascinação sobre a criança, e isso bem antes de ela própria poder traçar verdadeiros signos. Muito cedo ela tenta imitar a escrita dos adultos. Porém, mais tarde, quando ingressa na escola verifica-se uma diminuição da produção gráfica, já que a escrita ( considerada mais importante) passa a ser concorrente do desenho.

O desenho como possibilidade de brincar, o desenho como possibilidade de falar de registrar, marca o desenvolvimento da infância, porém em cada estágio, o desenho assume um caráter próprio. Estes estágios definem maneiras de desenhar que são bastante similares em todas as crianças, apesar das diferenças individuais de temperamento e sensibilidade. Esta maneira de desenhar própria de cada idade varia, inclusive, muito pouco de cultura para cultura.

Luquet Distingue Quatro Estágios:

1- Realismo fortuito: começa por volta dos 2 anos e põe fim ao período chamado rabisco. A criança que começou por traçar signos sem desejo de representação descobre por acaso uma analogia com um objeto e passa a nomear seu desenho.

2- Realismo fracassado: Geralmente entre 3 e 4 anos tendo descoberto a identidade forma-objeto, a criança procura reproduzir esta forma.

3- Realismo intelectual: estendendo-se dos 4 aos 10-12 anos, caracteriza-se pelo fato que a criança desenha do objeto não aquilo que vê, mas aquilo que sabe. Nesta fase ela mistura diversos pontos de vista ( perspectivas ).

4- Realismo visual: É geralmente por volta dos 12 anos, marcado pela descoberta da perspectiva e a submissa às suas leis, daí um empobrecimento, um enxugamento progressivo do grafismo que tende a se juntar as produções adultas.


Marthe Berson distingue três estágios do rabisco:

1 - Estágio vegetativo motor: por volta dos 18 meses, o traçado e mais ou menos arredondado, conexo ou alongado e o lápis não sai da folha formando turbilhões.

2 - Estágio representativo: entre dois e 3 anos, caracteriza-se pelo aparecimento de formas isoladas, a criança passa do traço continuo para o traço descontinuo, pode haver comentário verbal do desenho.

3 - Estágio comunicativo: começa entre 3 e 4 anos, se traduz por uma vontade de escrever e de comunicar-se com outros. Traçado em forma de dentes de serra, que procura reproduzir a escrita dos adultos.


Em Uma Análise Piagetiana, temos:

1 - Garatuja: Faz parte da fase sensório motora ( 0 a 2 anos) e parte da fase pré-operacional (2 a 7 anos). A criança demonstra extremo prazer nesta fase. A figura humana é inexistente ou pode aparecer da maneira imaginária. A cor tem um papel secundário, aparecendo o interesse pelo contraste, mas não há intenção consciente. Pode ser dividida em:

• Desordenada: movimentos amplos e desordenados. Com relação a expressão, vemos a imitação "eu imito, porém não represento". Ainda é um exercício.

• Ordenada: movimentos longitudinais e circulares; coordenação viso-motora. A figura humana pode aparecer de maneira imaginária, pois aqui existe a exploração do traçado; interesse pelas formas (Diagrama).

Aqui a expressão é o jogo simbólico: "eu represento sozinho". O símbolo já existe. Identificada: mudança de movimentos; formas irreconhecíveis com significado; atribui nomes, conta histórias. A figura humana pode aparecer de maneira imaginária, aparecem sóis, radiais e mandalas. A expressão também é o jogo simbólico.

2 - Pré- Esquematismo: Dentro da fase pré-operatória, aparece a descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Quanto ao espaço, os desenhos são dispersos inicialmente, não relaciona entre si. Então aparecem as primeiras relações espaciais, surgindo devido à vínculos emocionais. A figura humana, torna-se uma procura de um conceito que depende do seu conhecimento ativo, inicia a mudança de símbolos. Quanto a utilização das cores, pode usar, mas não há relação ainda com a realidade, dependerá do interesse emocional. Dentro da expressão, o jogo simbólico aparece como: "nós representamos juntos".

3 - Esquematismo: Faz parte da fase das operações concretas (7 a 10 anos).Esquemas representativos, afirmação de si mediante repetição flexível do esquema; experiências novas são expressas pelo desvio do esquema. Quanto ao espaço, é o primeiro conceito definido de espaço: linha de base. Já tem um conceito definido quanto a figura humana, porém aparecem desvios do esquema como: exagero, negligência, omissão ou mudança de símbolo. Aqui existe a descoberta das relações quanto a cor; cor-objeto, podendo haver um desvio do esquema de cor expressa por experiência emocional. Aparece na expressão o jogo simbólico coletivo ou jogo dramático e a regra.

4 - Realismo: Também faz parte da fase das operações concretas, mas já no final desta fase. Existe uma consciência maior do sexo e autocrítica pronunciada. No espaço é descoberto o plano e a superposição. Abandona a linha de base. Na figura humana aparece o abandono das linhas. As formas geométricas aparecem. Maior rigidez e formalismo. Acentuação das roupas diferenciando os sexos. Aqui acontece o abandono do esquema de cor, a acentuação será de enfoque emocional. Tanto no Esquematismo como no Realismo, o jogo simbólico é coletivo, jogo dramático e regras existiram.

5 - Pseudo Naturalismo: Estamos na fase das operações abstratas (10 anos em diante)É o fim da arte como atividade expontânea. Inicia a investigação de sua própria personalidade. Aparece aqui dois tipos de tendência: visual (realismo, objetividade); háptico ( expressão subjetividade) No espaço já apresenta a profundidade ou a preocupação com experiências emocionais (espaço subjetivo). Na figura humana as características sexuais são exageradas, presença das articulações e proporções. A consciência visual (realismo) ou acentuação da expressão, também fazem parte deste período. Uma maior conscientização no uso da cor, podendo ser objetiva ou subjetiva. A expressão aparece como: "eu represento e você vê" Aqui estão presentes o exercício, símbolo e a regra.


E ainda alguns psicólogos e pedagogos, em uma linguagem mais coloquial, utilizam as seguintes referencias:

• De 1 a 3 anos

É a idade das famosas garatujas: simples riscos ainda desprovidos de controle motor, a criança ignora os limites do papel e mexa todo o corpo para desenhar, avançando os traçados pelas paredes e chão. As primeiras garatujas são linhas longitudinais que, com o tempo, vão se tornando circulares e, por fim, se fecham em formas independentes, que ficam soltas na página. No final dessa fase, é possível que surjam os primeiros indícios de figuras humanas, como cabeças com olhos.


• De 3 a 4 anos

Já conquistou a forma e seus desenhos têm a intenção de reproduzir algo. Ela também respeita melhor os limites do papel. Mas o grande salto é ser capaz de desenhar um ser humano reconhecível, com pernas, braços, pescoço e tronco.


• De 4 a 5 anos

É uma fase de temas clássicos do desenho infantil, como paisagens, casinhas, flores, super-heróis, veículos e animais, varia no uso das cores, buscando um certo realismo. Suas figuras humanas já dispõem de novos detalhes, como cabelos, pés e mãos, e a distribuição dos desenhos no papel obedecem a uma certa lógica, do tipo céu no alto da folha. Aparece ainda a tendência à antropomorfização, ou seja, a emprestar características humanas a elementos da natureza, como o famoso sol com olhos e boca. Esta tendência deve se estender até 7 ou 8 anos.


• De 5 a 6 anos

Os desenhos sempre se baseiam em roteiros com começo, meio e fim. As figuras humanas aparecem vestidas e a criança dá grande atenção a detalhes como as cores. Os temas variam e o fato de não terem nada a ver com a vida dela são um indício de desprendimento e capacidade de contar histórias sobre o mundo.


• De 7 a 8 anos

O realismo é a marca desta fase, em que surge também a noção de perspectiva. Ou seja, os desenhos da criança já dão uma impressão de profundidade e distância. Extremamente exigentes, muitas deixam de desenhar, se acham que seus trabalhos não ficam bonitos.


Como podemos perceber o linha de evolução é similar mudando com maior ênfase o enfoque em alguns aspectos. O importante é respeitar os ritmos de cada criança e permitir que ela possa desenhar livremente, sem intervenção direta, explorando diversos materiais, suportes e situações.


Para tentarmos entender melhor o universo infantil muitas vezes buscamos interpretar os seus desenhos, devemos porem lembrar que a interpretação de um desenho isolada do contexto em que foi elaborado não faz sentido.


É aconselhável, ao professor, que ofereça às crianças o contato com diferentes tipos de desenhos e obras de artes, que elas façam a leitura de suas produções e escutem a de outros e também que sugira a criança desenhar a partir de observações diversas (cenas, objetos, pessoas) para que possamos ajudá-la a nutrisse de informações e enriquecer o seu grafismo. Assim elas poderão reformular suas idéias e construir novos conhecimentos.

Enfim, o desenho infantil é um universo cheio de mundos a serem explorados.


Autora: Thereza Bordoni



Referências Bibliográficas


LUQUET, G.H. Arte Infantil. Lisboa: Companhia Editora do Minho, 1969.

MALVERN, S.B. "Inventing 'child art': Franz Cizek and modernism" In: British Journal of Aesthetics, 1995, 35(3), p.262-272.
MEREDIEU, F. O desenho Infantil. São Paulo: Cultrix, 1974.

NAVILLE, Pierre. "Elements d'une bibliographie critique". In: Enfance, 1950, n.3-4, p. 310. Parsons, Michael J. Compreender a Arte. Lisboa: Ed. Presença, 1992.

PIAGET, J. A formação dos símbolos na Infância. PUF, 1948

RABELLO, Sylvio. Psicologia do Desenho Infantil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1935.
READ, HEBERT. Educação Através da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1971.

RIOUX, George. Dessin et Structure Mentale. Paris: Presses Universitaires de France, 1951.

ROUMA, George. El Lenguage Gráfico del Niño. Buenos Aires: El Ateneo, 1947.

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL. Ministério da Educação e do Desporto, secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.



http://www.profala.com/arteducesp62.htm

sábado, 8 de janeiro de 2011

SUGESTÕES PARA PREENCHIMENTO DO RELATÓRIO

Observações

É importante considerar, na construção do relatório os seguintes critérios:

• A avaliação deve ser sempre enfatizar os avanços e não apenas os fracassos. Registrar o que o aluno conseguiu e em que progrediu;

• Valorizar e registrar o desenvolvimento sócio-afetivo como: participação, solidariedade, posicionamento, sentimentos;

• É preciso registrar a participação do aluno nos projetos desenvolvidos no bimestre;

• Deve-se proceder relação com o registro anterior;

• Diversificar a redação de um aluno para o outro, buscando se fiel em suas colocações.



Sugestões para iniciar relatórios

• Com base nos objetivos trabalhados no bimestre, foi possível observar que o aluno...

• Observando diariamente o desempenho do aluno, foi constatado que neste bimestre...

• A partir das atividades apresentadas, o aluno demonstrou habilidades em...

• Com base na observação diária, foi possível constatar que o aluno...


Desenvolvimento cognitivo

Lê com fluência vários tipos de textos interpretando-os;

• Produz textos escritos com clareza, coerência e coesão;

• Identifica e escreve seu nome completo;

• Observa, descreve, analisa e sintetiza gravuras, reportagens e textos;

• Apresenta dificuldades ortográficas

• Identifica e escreve seu nome completo

• Ainda não faz relação entre o que fala e escreve

ÁREA SÓCIO-AFETIVA

Comentar sobre o período de adaptação: Com quem ficou no primeiro dia? Como ficou? Como evoluiu? Mostra dependências? Usa apoio de objetos? Toma mamadeira, chupa bico?

Relacionamento: com a professora, colegas e funcionários. Participa de atividades propostas pelo professor?

Funcionamento no grupo: É aceita? Rejeitada? Isola-se? Lidera? É agressiva? Demonstra preferência por colegas? Coopera com o grupo? É capaz de ouvir os outros? Tem cacoetes?

Tolerância às frustrações: perder e ganhar, acertar e errar.

Controle esfincteriano resolvido?

Brinquedo: com o que prefere brincar na sala e no pato? Como brinca (sozinho, com o grupo em pequenos grupos, com companheiro)?

Autonomia: Está organizado na rotina? Aceita regras, cumpre combinações? Espera a decisão dos outros para tomar a sua? Tem condições de escolher e recusar-se ao que não quer? Envolve-se em conflitos? Como os resolve? Encontra suas próprias respostas? Explica seus pensamentos?



Marketing Pessoal: somos um produto?


Somos produtos a ser adquiridos de diversas formas, a todo instante. Precisamos nos vender para nosso dentista, para nosso patrão, para a esposa ou o marido, para os filhos. Desempenhamos “papéis” sociais que poderiam ser administrados como se administra uma marca corporativa. Se analisarmos pela ótica do marketing, estamos sempre preocupados em comunicar quem somos – nossos valores, nossa missão e nossa visão. Esta comunicação construirá, perante os diferentes grupos sociais dos quais fazemos parte, uma determinada imagem a nosso respeito. Seremos valorizados por estes grupos de acordo com esta imagem. Podemos valer muito ou pouco.



Muitas pessoas se preocupam quando param para elaborar um bom currículo, enfrentar uma entrevista de emprego ou, simplesmente, manter-se num emprego. Muitos universitários não conseguem planejar suas carreiras. O que podemos dizer a estas pessoas é: Imagine que você é um produto! Sua roupa é a sua embalagem e seu currículo é seu folder.



Pronto! Estamos preparados para chamar a atenção de um” cliente” em potencial. Fazê-lo querer conhecer o produto. No caso do currículo, agendar uma entrevista. E na entrevista, o que fazer? A resposta é: Desempenhar o papel de um vendedor de alto nível. Demonstrar que o “produto” que está sendo oferecido apresenta boa aderência às necessidades do “comprador”. Para conseguir fazer isso não basta dissertar sobre as qualidades do “produto”. É importante questionar, levantar as necessidades do “cliente” e encontrar aquelas que o seu “produto” consegue atender com excelência.



Quem já ouviu falar dos 4 P`s do Marketing? – Produto, Preço, Promoção e PDV (ponto de venda). O Marketing Pessoal deve tratar estes mesmos aspectos do indivíduo. O Preço pode ser formado considerando o custo operacional (custo de vida), a concorrência e o valor que o produto pode agregar para o cliente. A Promoção cuida da comunicação, da rede de relacionamentos, etc. O “P” de Ponto de Venda se refere aos métodos utilizados para vender o produto. Se o produto for vendido para o consumidor final, há de considerar que o consumidor compra por impulso. Para uma organização empresarial, a venda deve ser mais técnica.



Para analisar a questão de forma mais ampla, podemos abordar o tema “Planejamento Estratégico”. Para quem conhece o assunto vai uma pergunta: Qual é a sua declaração de Missão? E a sua declaração de Valores? Você conhece a sua concorrência? Conhece bem as necessidades dos seus clientes em potencial? Você já tem metas estabelecidas para os próximos cinco ou dez anos da sua carreira? Sabe em que deve investir o seu dinheiro? Já montou um Planejamento Estratégico para o produto que você quer vender: sua mão de obra?



Assim como todo produto, nós também nascemos, crescemos, atingimos um estágio de maturidade, entramos em declínio e morremos. Em qual estágio você está? Conseguirá reinventar-se várias vezes como a Coca-Cola, ou não? No Marketing Pessoal, a marca é o seu nome. Administre este patrimônio com todo o carinho que ele merece!
Por Gerson Fogolin Filho


Livros sugeridos:

Marketing Pessoal – Quando o Produto é Você, de Cláudia Mônica Ritossa;

Você É Sua Melhor Marca – Como o Marketing Pessoal Pode Ser Utilizado para Fazer a Diferença em Sua, de Jussier Ramalho;

Marketing Pessoal – 100 Dicas para Valorizar a Sua Imagem, de Sady Bordin.

 
http://www.universa.blog.br/

Motivação: O trabalho e a vida



A motivação profissional está diretamente ligada ao real significado que o trabalho imprime em nossas vidas. Na busca desse sentido, as metas profissionais e pessoais precisam se encontrar. Para tanto, de tempos em tempos, o profissional necessita realizar uma avaliação pessoal de qual tem sido a sua contribuição ao ambiente de trabalho e qual a contribuição que suas atividades profissionais têm trazido para sua própria vida.


Nesse processo avaliativo, encontrar links entre o trabalho e a vida pessoal pode ser estimulante: perceber como as habilidades organizacionais podem favorecer a organização cotidiana; como o exercício do bom convívio com os colegas pode melhorar as relações familiares; como novas habilidades exigidas podem favorecer a postura perante a vida.


Compreender que o trabalho é um importante mestre que estimula o crescimento pessoal, imprimindo mudanças significativas ao ser, é uma nova maneira de encarar a profissão. O sentido se amplia, e a vontade de enfrentar o cotidiano organizacional pode se tornar mais estimulante.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

'' Daqui a cem anos,não importará o tipo de carro que dirigi, o tipo de casa em que morei,quanto tinha depositado no banco, nem que roupas vesti. Mas o mundo pode ser um pouco melhor porque eu fui importante na vida de uma criança.”

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Aprender a ler e escrever já na primeira infância garantirá adultos mais capazes

e bem-sucedidos? A alfabetização precoce, dúvida que tira o sono de muitos pais,

ganha cada vez mais adeptos nas escolas infantis da capital paulista. A

tendência não agrada a boa parte dos especialistas, que dizem que criança tem de

ser criança. Outros, porém, defendem a antecipação.





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"Pesquisas mostram que as escolas infantis são para aprender diferentes tipos de

linguagem. A escrita não deve ser prioridade", diz Maria Letícia Nascimento, da

Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e do Fórum Paulista de

Educação Infantil. Segundo especialistas, a corrida para saber ler e escrever

foi impulsionada com a recente aprovação da lei, que aumentou a duração do

ensino fundamental de 8 para 9 anos. Para que seus alunos não chegassem a essa

etapa despreparados, colégios particulares anteciparam o início da alfabetização

para os 3 anos.



A motivação, em geral, vem da ansiedade dos pais. "Muitos acreditam que o filho

tem de ser o melhor. Por isso esperam que tenham o conhecimento antecipado",

observa Maria Letícia. Mas, segundo ela, não é colocando o filho em uma escola

que ensina alemão no 1º ano de vida que os pais vão garantir que a criança seja

um adulto melhor. "Pois o importante é que nessas escolas ela viva bem!!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010


Planejamento e Avaliação

De acordo com Luckesi (1992), "enquanto o planejamento é o ato pelo qual decidimos o que construir, a avaliação é o ato crítico que nos subsidia na verificação de como estamos construindo o nosso projeto.

 Sendo assim, a avaliação pemeia todo o ato de planejar e de executar e, dessa forma, contribui em todo o percurso da ação planificada. Necessária para a construção crítica de um percurso, a avaliação é uma ferramenta importante no redimensionamento daquilo que foi planejado e inerente ao ser humano.

A avaliação se constitui num processo indispensável ao próprio ato de planejar, uma vez que permite responder se as atividades planejadas foram realizadas a contento, ou seja, se os resultados previstos no planejamento foram alcançados e em que medida.
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

Provas:Objetivas,Dissertativas, Operatórias, Observação e Registro,Auto-Avaliação.

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Acrósticos-didáticos

Por Sílvia Araújo Motta


P-Prova Objetiva, instrumento de avaliação,

R-Refere-se à relação funcional entre

O-Os objetivos propostos e a aprendizagem

V-Valorizada no processo da educação,

A-Apenas de conhecimentos específicos.

-

O-O importante não é saber o que o aluno

B-Bom de memória “guardou na cabeça”

J-Justifica-se a percepção da compreensão

E-E aproveitamento do conteúdo estudado.

T-Toda avaliação deve ser integrada,

I-Intencionalmente, comentada para

V-Valorização e fixação da resposta certa.

A-A questão errada deve ser reformulada.

-

P-Prova tem função essencial diagnóstica,

R-Refere-se à sondagem da dificuldade

O-Ou pode ser somativa e formativa.

V-Vale a reflexão constante da realidade.

A-A crítica e auto-crítica participativa.

-

D-Dissertação não tem múltipla escolha!

I-Importante é dominar bem o conteúdo .

S-Sempre expressar o pensamento lógico,

S-Sem nervosismo: prova não “é loteria”

E-E tampouco “bicho de sete cabeças”

R-Revisões diárias dos conteúdos vistos

T-Trazem segurança na dissertação.

A-A oralidade da comunicação, às vezes,

T-Traz dificuldade para a escrita .Vale

I-Investir na gramática e interpretação,

V-Valorizar a leitura e a Língua Portuguesa

A-Adequada, elegante, linda, cantante.

-

P-Prova Operatória, instrumento de avaliação,

R-Refere-se à realização de ações determinadas:

O-O tratamento coloquial, em vez do formal.

V-Vale dizer que a “prova dialoga como o aluno”

A-As questões são do contexto histórico-atual.

-

O-O aluno não vai apenas identificar,

P-Possível, exata e única resposta correta,

E-Entre um conjunto de alternativas...

R-Requer operação fundamental de expressar

A-Aprendizagem, com respostas escritas.

T-Texto bem claro e elaborado no idioma,

Ó-Organização de idéias na composição,

R-Raciocínio lógico, adequado à solicitação,

I-Interpretação atenciosa à leitura proposta,

A-A resposta justifica a avaliação feita.

-

O-O professor deve ser o problematizador,

B-Bem claro, deve incentivar o aluno a buscar

S-Situações para a construção do conhecimento

E-E de acordo com o contexto sócio-cultural,

R-Reavaliando sempre sua ação e interação.

V-Via de experiência na mão e contra-mão,

A-Ambos trocando todas as aprendizagens...

Ç-Competências, normas e limitações devem ser

Ã-Apresentadas diante das funções essenciais.

O-O ensino-aprendizagem exige planejamento.

-

E-Educação é um processo de construção de conhecimento.

-

R-Reflexões teóricas condizentes,

E-Especificamente, úteis à prática,

G-Garantem aos mestres e estudantes

I-Inicialmente, o desenvolvimento,

S-Sustentável das potencialidades.

T-Todo o processo deve ser bem observado,

R-Registrado, avaliado e auto-avaliado!

O-O educador deve querer saber mais,

S-Sempre atualizando seu conhecimento.

-

A-Alunos também fazem auto-avaliação:

U-Uma concepção dialética de educação.

T-Tomar projeção proposta! Na retrospecção,

O-Objetivar e priorizar a reformulação.

-

A-Aluno também deve mostrar às instituições,

V-Valor da escola, da família e da sociedade.

A-Apresentar suas dificuldades pessoais,

L-Limitações e justificar os desempenhos...

I-Informar sobre o auto-conhecimento,

A-A incapacidade diagnosticada em aulas,

Ç-Com vistas à nova oportunidade,

Ã-Abordando com interação ideal,

O-Objetivos propostos, não alcançados.

-

“Não há educador tão sábio que nada possa aprender, nem educando tão ignorante que nada possa ensinar.”(BECKER, Fernando. O caminho da aprendizagem. 2ª ed. Rio de Janeiro, 1997.)





Silvia Araujo Motta

Publicado no Recanto das Letras em 01/06/2008

Código do texto: T1014435

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